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adubo de rosas | |||
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Gostaria de avisar somente que este espaço está desativado. Este blog do uol é uma merda. Por isso, passo a escrever no seguinte endereço: www.aduboderosas.blogspot.com No primeiro texto são expostos outros argumentos que levaram a criação do novo blog. Mas este continua de pé, para não serem perdidos os textos já escritos. Até! Escrito por lu às 16h34 [ ] [ envie esta mensagem ] Sentido da vida? Isso que eu gostaria de escrever agora, bem na verdade, eu não o gostaria. Mas falarei. Esses dias uma amiga me disse que minha visão de mundo é muito vazia. Sem deus, sem vida após a morte, sem espírito. Sem sentido, enfim. Me pergunto: será que a vida tem mesmo algum sentido em si? E se tiver, pq da necessidade de recorrer a explicações pós-morte, como o fazem todas as religiões? Pq ir atras da morte pra justificar a vida, se a vida tem sentido em si? Não posso concordar de maneira alguma com uma concepção de vida onde o seu sentido estaria pralém do agora, para além do vivo. E digo mais: ela não me entendeu bem. Dizer que a vida não tem sentido em si é uma coisa. Agora, dizer que não dá para lhe atribuir sentido, é outra. O significado da vida não é anterior a vida; nem deus nem o diabo estão por trás disso. O sentido é sempre posterior, durante a vida. É uma construção, algo do dia a dia, quando o homem vai percebendo sua condição de homem. Quando percebe sua efemeridade, sua pequeneza diante do todo e, acima de tudo, quando se percebe enquanto ser rico em potencialidades. E só quando poder atribuir um sentido nobre, cheio de força, a sua vida e, paralelamente, entender que este significado está restrito a uma curta temporalidade, é que o homem se realizará enquanto homem e terá dado um sentido realmente criador a sua existência. Só quando se aceitar enquanto mortal poderá ser ele mesmo, por completo, sem os medos do inferno ou do carma. Só aí terá dado um sentido nobre, não vulgar, desalienado, a sua vida. A tantos que querem, por exemplo, ver a igualdade entre os homens no pós-vida. Mas agora, enquanto vivos, só esperam. E sua força criadora e transformadora, característica essencial do homem, permanece atrofiada (preguiça, talvez). Chega! Muito confuso... ou será a vida confusa?... ou serei eu quem a torna confusa? Sei lá, só se que c’est la vie. Escrito por lu às 17h24 [ ] [ envie esta mensagem ] Discordo Reli o texto anterior. Há um pequeno equívoco. Houvera dito que as meninas amadurecem mais rápido que os meninos devido a questões culturais: discordo! Não amadurecem mais rápido e sim, em determinados pontos, são estimuladas a iniciarem a vida sexual mais cedo. Evidentemente, vivendo relacionamentos mais cedo, tem-se acesso a determinadas experiências (e, consecutivamente, a determinados conhecimentos associados a essas experiências) mais rapidamente. No entanto, ter acesso a tais experiências mais tenramente não implica amadurecer mais depressa. Muitas moças de 18, 21, 23 anos q conheci são, apesar da idade, não deixaram de ser "meninas". Infantis. Imaturas. Melhor dizendo: sem noção. Não que nós meninos tb não o sejamos. Mas por favor, não venham com essa balela de: "ai, pq nós, mininas, amadurecemos bem mais rápido que vcs, seus crianças". Si fu... O homem (digo, homens e mulheres) podem fazer e acontecer, mas tenho certeza que vão chegar no fim de suas vidas sem entender o que lhes foi sua própria vida e tudo q fizeram. Ladrões, assassinos, políticos corruptos, cafetões, a família Zaffari... por mais desprezíveis, não deixam de ser... inocentes. Escrito por lu às 14h12 [ ] [ envie esta mensagem ] Infeliz desforra Olhava o comercial da Barbie. Mais tarde o da Kitty. Bolsas, sandálias e saias curtas para meninas de 7 a 13 anos foi o que vi. Antes dessa fase, são máquinas de lavar, panelas, comidinhas: brincar de casinha. Enfim, são preparadas para serem mulheres desde cedo. E os meninos? Comandos em ação, Max Steel e Rambo. Pergunte a qualquer um quais os jogos mais legais e a resposta terá, certamente entre os dez mais, Street Fighter, Mortal Kombat Tekken ou outros. Estimulados com violência constante, os meninos são preparados para uma realidade inexistente aqui, mas sempre potencial: a guerra. E justamente por serem preparados para uma realidade inexistente (por enquanto, pelo menos) é que os meninos são mil vezes mais infantis e demorados no amadurecimento que as meninas. Meninas, da mesma forma, são preparadas desde cedo para sua função social, com a peqena diferença que seu preparamentos é para o agora: sensualidade, sexo, procriação e lavar cueca. Eís minha infeliz desforra: vcs, meninas, nem aqui nem na China são naturalmente mais maduras que os meninos. Se de fato o são, é pq são socialmente preparadas para o sexo e para os cuidados da casa. (E, pra ser sincero, não me preocupo nem um pouco com isso, hehehe). Evidente, isso é uma simples delineação da realidade. O real é muito mais complexo. As mudanças começam a mostrar o rosto já há algum tempo, mas ainda sim esses elementos permanecem. Escrito por lu às 16h46 [ ] [ envie esta mensagem ] ser ou não ser Entregar-se aos sentimentos extremados gerados por situações inesperadas (e desagradáveis) é se tornar uma porção de veneno ou um punhal na mão de irmãos em rixa. É o que mostra o caso dos jovens Hamlet e Laertes. Escrito por lu às 16h28 [ ] [ envie esta mensagem ] A primeira revolução humana Oh Adão, será que alguém que não tinha consciência nem do bem nem do mal poderia ser culpado de alguma coisa? Em tua inocência mostraste que a primeira virtude humana, antes da própria capacidade de discernimento, é a rebeldia, mesmo que não se perceba. AÃ, Eva! Por tuas filhas tenho o coração constantemente em regozijo e pranto, pranto e regozijo. Como poderia ficar indiferente a ti, se com tua simplicidade levaste à primeira revolução humana verdadeiramente libertadora? Graças vos damos, Adão e Eva, por nos retirar do ParaÃso e da condição de bichinhos de estimação de Deus! Escrito por lu às 15h23 [ ] [ envie esta mensagem ] Brasil ou Argentina - "que hacer?" Esses dias, ouvindo a descrição de um colega meu sobre Buenos Aires, tive mais certeza da minha admiração pela Argentina. A Casa Rosada, segundo ele, é cercada por três grades de contenção; há câmeras em tudo que é canto da praça da central, da qual não me recordo o nome; os cafés vão abertos pela noite adentro, e os donos do estabelecimento não importunam ninguém q peça só um cafezinho; os sindicatos dos trabalhadores, quando vão protestar, estão munidos de barras de ferro e outros instrumentos semelhantes; há uma polícia toda de preto, pesadamente fardada, com tanques de jato de água, prontos pra deter qualquer protesto; dá pra discutir literatura universal com qualquer guri de ensino médio. Enfim, parece ser o lugar "perfeito", frente a situação brasileira. Nós, brasileiros, somos domesticados a ter preocupações unicamente imediatas, sejam elas coisas essenciais ou não. Tudo que for mais global, estrutural, é sumamente esquecido. Pode-se argumentar: - Um pai de três filhos, pobre, tem mais com que se preocupar do que pensar na revolução social! Essa é a resposta tida por mais "lógica" existente, e por isso mesmo a mais clichê e mais ideológica. Ou será que tal posicionamento não se afigura como intenção das elites em desmobilizar politicamente as classes subalternas? Será atoa que a Igreja se preocupou tanto tempo em defender a instituição familiar, ou o foi porque convinha ao Capital que o homem deixasse da vida livre - despreocupada - o mais cedo possível, casando-se bastante jovem, constituindo família, e assim se pôr voluntariamente à mercê da exploração fudida de um capitalista qualquer. Enfim, qual situação se nos afigura?: a entrega de toda direção do "lar" brasileiro na mão de um "monte" de famílias de picaretas, q há gerações fazem o que querem do nosso dinheiro e do nosso destino. Por isso acho melhor ANULAR MEU VOTO. "Clichezão" anarquista, mas muito válido: "se voto mudasse alguma coisa, seria proibido". Brasil e Argentina, tão próximos e tão distantes. E aí que vêm meu equívoco, um equívoco muito idealista por sinal: preferir morar na argentina porque lá deve ser muito mais "fácil" tomar uma postura ativa, política. - "Péra" lá, Luciano! Tu mora no Brasil, porra! Dá pra sentir no ar o pioramento constante da situação. É muito fácil desejar uma realidade que não a nossa, na crença de que seria melhor. É uma forma de pensamento idealista, i. é, infantil, irreal e tacanha. Acredito, na realidade, que cada homem deve partir de sua realidade concreta pra chegar onde se deseja. Só o concreto, só a carne têm sentido efetivo, pois só a realidade de cada um é a unica existente. Assim, o "pôr-se em ação" deve partir em qualquer situação, mesmo que seja necessário um esforço gigantesco pra isso. Só quem consegue fazer do pensamento e da atitude uma coisa só é um homem perfeito, coisa há muito já lembrada por Cristo, Michelet e Marx. Entretanto, no final, fica sempre esse: "que hacer?" Mas isso já é assunto pra outro blog. Escrito por lu às 15h45 [ ] [ envie esta mensagem ] Continuando o antes exposto Para completar o que já havia dito antes, gostaria de apresentar o texto de um colega meu. Um texto muito bom, muito direto. Só acredito que a forma como ele esboça quem vai pra balada não possa ser considerada como universal; a realidade é muito mais complexa. Mas, enfim, um texto que vale a pena ler. Espero que ele não se importe com a minha apropriação http://ttecnocaos.blogspot.com/2006/02/eu-sei-q-todo-mundo-vai-discordar-de.html#links
Escrito por lu às 11h04 [ ] [ envie esta mensagem ] Ficar ou não ficar - comprar ou não comprar Acontece o seguinte: uma menina, junto com seu grupinho, decide ir para a balada. Banho de perfume, chapinha no cabelo, top "levanta o q não tem", calças muito apertadas (pra não dizer enfiadas). A intencionalidade, ao menos no dizer dela, é só de dançar, coisa pouco duvidável. Depois da balada, entre suas amigas, a única coisa q a citada menina tem na cabeça pra dizer é dos meninos q pegou. Quanto mais bonito, gostoso e bem arrumado, mais enche a boca pra falar. Agora uma outra história. É a mesma história, só q com um menino, sem muita vontade de dançar. A perspectiva é a mesma Todo mundo se querendo. E o que eu vejo de mais nisso? Eu digo: relações de mercado! Isso mesmo, aquelas de supermercado, livrarias e lojinhas de 1,99. Antes q me acusem de marxista ortodoxo e fdp, esperem me explicar. Esse fenômeno do ficar é realmente novo no mundo. São antigas as festas em que ninguém é de ninguém. Me lembro das festinhas da alta nobreza comemorando carnavais de máscara no século XVII (não q houvesse vivido naquele tempo, claro!). Mas somente hoje esse fenômeno se manifesta de maneira tão contundente, freqüente e socialmente aceitável. Muitas mães (às vezes até os pais) não vêem problema algum em ver seus/suas filhos(as) indo pra balada, sabendo no que vai dar, coisa impensável, por exemplo, há quarenta anos atrás. Evidente, nem todos os pais concordam com isso, mas q o "ficar" é uma instituição socialmente aceita, isso é inegável. Mas, enfim, que raios têm haver o ficar com o 1,99? Para começar, deve-se ter em mente que, por vezes, as pessoas tomam as regras/noções/lógicas de um determinado sistema/jogo/campo de relações e lhes aplicam para outro sistema/jogo/campo de relações. Um exemplo, mais ou menos bom, pode ser o de um guri, apaixonado por futibas, imaginando sua aula e a relação como seus colegas como uma partida. Com alguns, os do seu time, é companheiro e prestativo; com os outros, o time contra, é p.n.c e agressivo (principalmente se o guri for gremista, hehehe). Em vez de ver a todos como colegas, de fazer relações sempre companheris, prefere sempre o espírito de competição. Bem, chega de exemplo, vamos ao fato!
A demora e o custo para ficar bonito nos nossos parâmetros culturais não seriam o "tempo socialmente necessário" para a produção de mercadoria? Essa mercadoria não seria trocada por outra, de valor o mais próximo possível? Pra ficar com as pessoas mais bonitas, não se precisaria de mais investimento de tempo e dinheiro (salão de beleza, roupas, etc.)? Acredito q sim. Mas vejam bem, tudo isso q disse é só uma teorização de fenômenos recorrentes, e não uma lei social. Não pretendo abarcar toda a realidade das relações sociais, evidentemente. É mais uma constatação. Sublinho também que não é um determinismo econômico, mas uma apropriação social das relações de mercado utilizada nas relações entre as pessoas. Os homens (meninos e meninas, q fique bem claro) é q são os agentes sociais, e não simples fantoches na mão invisível do mercado. Mais uma coisa. É evidente que existem muitas outras coisas relacionadas com isso, como a ação da mídia, por exemplo. Mas pretendi abordar apenas um aspecto, ao meu ver relevante. Eras isso. Sem mais. Escrito por lu às 17h45 [ ] [ envie esta mensagem ] perspectivas de um dia frio Com este texto abro oficialmente os textos de inverno. Tosse, frio, muita roupa, acordar de manhã cedo no dia mais frio dos últimos trinta anos... mas pelo menos a antipatia e o mau humor decorrentes dos primeiros dias de friaca já passaram. Aliás, passaram, mas só um pouco. Ao que parece, essa vai ser a estação do "mas". É bom se acautelar contra essas formas de restrições estabelecidades com anterioridade. Acima de tudo, manter a simpatia, mesmo havendo uns certos zé-manés q vem aqui escrever merda (mais do q eu já me esforço por escrever). Neste blog exponho minhas idéias para serem debatidas. Podem meter pau no que digo a vontade, mas desde que não ofendam a minha pessoa. Não sou eu o motivo para ser debatido. Se for algum conhecido, é só falar comigo. Agora um zé-ruela vem escrever em inglês para me chamar de calhorda e debilóide (não q eu negue, hehehehe). Isso talvez até tudo bem, mas agora me chamar de retórico, ahhh, por favor, vá plantar mandioca! Para quem não entendeu o q to falando, leia um dos comentários deixados no texto "metafísica da perda da autonomia". Para evitar problemas (ou então para gerá-los mais), vou escrever minhas considerações sobre religião em geral. Quanto ao cristianismo (sobretudo quanto aos cristãos) vou comentando (entenda, em geral, metendo o pau) aqui e ali nos textos, por isso não pretendo me referir muito a ele(eles). Mas só depois das próximas provas. Fé em Deus (se isso for possível), que só faltam quatro meses para acabar o inverno (buabuabua) Escrito por lu às 16h34 [ ] [ envie esta mensagem ] a metafíca da perda da autonomia Não sei se não foram as muitas leituras de Nietzsche, mas começo a achar a religião como uma das piores pragas que puderam ter infestado nosso mundinho. Dizer isso, assim, seria talvez precipitação, quase beirando a bobagem. No entanto, o pensamento metafísico que propõe a interferência de entidades além-humanas (deuses, espíritos) na nossa vida terrena é um problema seríssimo. Explico o porquê. Dizia um caro amigo meu, de uma determinada religião: "Não se precisa fazer nada em relação ao mundo, pois o dia da volta de Cristo está perto". Se Cristo vai ou não voltar, eu não tenho como saber (na real, tanto faz, já que possivelmente vô continuar na merda). Também não me interesso na crença do outro. O grande problema dessa forma de pensamento é acreditar que a vida e o destino do homem estão todos nas mãos de outros indivíduos que não os próprios homens, isto é, deuses e toda a cambada metafíca. Eles até podem existir, mas acreditar que o homem não tem autonomia em si é, ou ser um imbecil, ou não ser "macho" suficiênte para ser responsável pelos próprios atos. Eis uma das grandes barreiras para o crescer de um movimento contrário a esse comodismo e invididualismo fudidos que vivemos. É um esperar constante para que Deus ou os santos façam alguma coisa enquanto nós ficamos sentadinhos, esperando e rezando. E é incrível, novamente, como os cristão, em geral (vejam bem, em geral, não me refiro a todos) se apresentam de forma tão aberrante: desprezam completamente o chamado de Cristo a uma vida revolucinária, uma vida que choque os outros, como Ele próprio o fez. Lembrai-vos, cristãos, da parábola do bom samaritano, uma das leituras mais ácidas já conhecidas pelo ocidente. Escrito por lu às 17h58 [ ] [ envie esta mensagem ] minha condenação Vários kilos de átomos prestes a serem divididos em nossa frente. Potencialmente divisíveis.
Andava numa dessas noites de ônibus. De relance, vi um movimento de arremesso. Era o braço de um jovem mindingo. Achei com não tinha nada de mais, nada a ver comigo. Explodiu! do meu lado, na janela, apedrada do jovem rapaz. Cada um sabe, sente, a tensão no ar. Algo está visivelmente errado. Mas nos esforçamos, a cada dia, a mascarar essa realidade. Nos apegamos ferrenhamente a essa cortina de ferro que nos separa da realidade. Cortina essa com as funções de esconder a barbárie na qual estamos e, o principal, de proteger-nos dela. Infelizmente, essa cortina de ferro não cumpre muito bem com suas funções, pois tem alguns pequenos probleminhas. Primeiro problema: a cortina é transparente, não cumprindo plenamente com seu papel de nos ocultar o crime de todos nossos Estados nacionais, do crime das organizações empresariais, o nosso próprio crime. O homem constantemente nunca humanizado, o que em termos práticos, significa comunidade humana dicotomizada em minoria exploradora e detentora da força coerciva - e acima de tudo legítima - e a maioria explorada, em geral submissa - ou submetida. Por isso, ninguém humanamente livre, todos, expora(dos)/(dores), escravos da alienação. Apesar de ter o dever de nos isolar do resto do mundo, de proteger do outro lado inóspito da fronteira, isto é, o resto do mundo - que é quase todo o mundo -, apresenta um segundo, e ainda pior, problema: além de transparente, a cortina é imaterial. Apesar de existir, não existe de forma muito palpável. Não serve para proteger de muita coisa. Dando nome aos bois, essa cortina de ferro se chama ausência, ou melhor, indiferença, ou melhor, fuga; e ainda mais melhor de bom, se chama omissão. É um fugir constante, é um medo crescente de se contaminar com o vírus terrível dos fudidos da vida, vírus altamente viral. Mas por mais que se fuja, ninguém vai estar a salvo. Por isso sempre uma omissão de fazer frente ao perigo.
Crime dos Estados? Sim, a própria noção de Estado é um crime. Um dia ainda vou discorrer sobre isso. Crime da alta burguesia? Sem comentários. Falta mais alguém? Sim. Todo ser humano carrega o peso do mundo nas costas. Essa noção de que só os grandes homens fazem a história é balela ideológica pra se desacreditar na força individual de formiga que o homem tem. Lembrando, formigas levantam pesos acima de acima do seu próprio. E qual o crime? ----A desumanização do homem, o homem não tendo meios de acesso ao que há de melhor na sua própria cultura, elementos essenciais para se compreender e agir melhor no mundo; negação tb ao acesso aos meios de produção da vida material, quero dizer, de se manter vivo. --- vou escrever isso, talvez, otra hora. Isso aqui escrito não uma adversão, um conselho, a você, caro leitor; muito menos um chamado, um condenação. Cada um sabe de si. É, na realidade, um julgamente contra mim mesmo, Luciano Costa Gomes, um julgamento quase público. Antes de Deus me julgar, eu me antecedi e já me condenei. Quando for pro inferno (for?, onde to agora, então?) não foi pq deus assim o quis, mas pq eu determinei. Eis meu veredicto, antes de mais nada: omissão, eis o pecado com o qual condeno a mim mesmo. expressões redundantes para um tema redundante, escrito por um cara redundante Busão lotado, tremelico, e os garranchos elevados ao quadrado. Escrito por lu às 10h34 [ ] [ envie esta mensagem ] Estamos em uma situação estrutura dificil - estmos na merda - grrrsss rsss Começo a desconfiar da existência de um complô que nos pretende a todos transformar em animais ruminantes. Esses dias um dos caros colegas do curso falou que a classe dominante do livro 1984 pretendia diminuir progressivamente o tamanho dos dicionários. Algum tempo antes, outro havia dito que o nosso tão peculiar uso de palavrões, como puta, porra, baralho, são uma clara influência dos filmes que retratam o cenário carioca, desde a década de 70. Me lembrando do fato de que a popularidade samba é obra da brilhante polítca do nosso caro Getúlio, me pus a conjecturar que esse tão contínuo uso de palavões por cada vez mais pessoas, sobretudo os mais jovens, seja uma intenção das camadas dominantes. Paranóia? Pensemos, por exemplo, a palavra "puta". Seu valor é universal: "aquele é um puto motorista de carro" se referindo a um ótimo motorista; ou então "é uma puta mesmo" se referindo à professora que rodou o aluno por dois décimos. Pensei em usar a palavra phoda (escrevo assim mais por pudor mesmo), o qual não acho necessário citar exemplo. Parece-me que cada vez mais usamos uma quantidade menor de palavras para designar uma quantidade crescente e plural de fenômenos, como o demonstram os exemplos dados. E, para fechar, são palavras normalmente ligadas a sexo, sem necessidade de citar exemplos. Nosso vocabulário é cada vez menor e, paralelo, a nossa capacidade de compreender o mundo e exprimir o que pensamos também o é. Em vez de dizer "estamos vivendo num momento de instabilidade estrutural, em que não devemos confiar nos políticos" ou "o chefe está insatisfeito com o trabalho por nós desenvolvido", simplesmente dizemos "estamos na merda". E isso, em geral, tá sempre relacionado com sexo. Podemos estar na merda, mas ainda da pra ficar contente. É quase um pão e circo. Imagino, um dia, poder usar "grrrsss" "rrssss" tanto para chegar numa guria, chingar o guarda de trânsito e, por fim, pedir um cafézinho. E depois de tudo isso, será que vou parar de falar palavrão? Não, acho que não! Mas é sempre preciso ter um bom referencial de palavras e conceitos para tentar melhor compreender o mundo e, tão importante, se exprimir. Escrito por lu às 13h32 [ ] [ envie esta mensagem ] CRISTIANISMO Havia uma cidade em que os guerreiros eram considerados muito corajosos, aguerridos, e disso eles faziam muito alarde. Suas posturas, armas e armaduras refletiam a própria força das montanhas. Infelizmente, também eram muito vaidosos e fanfarrões, fazendo dos fracos motivos de troço. Dentre os mais simples, os camponeses eram os que mais sofriam, sendo vistos como covardes, a própria imagem da passividade, cultivando suas terras. No alvorecer de um dia terrível, a linha do horizonte estava toda ocupada pelo avassalador exército inimigo, afamado por sua crueldade. Um som como o de trovões, partindo deles,se ouvia no ar, fazendo gelar a própria alma. Dentre eles, foi mandado um mensageiro rumo a cidade. A proposta por eles oferecida era a de que se a cidade se entrega-se sem luta, todos seriam passados ao fio da espada sem tortura. Ao ouvirem tal proposta, amedrontados, os guerreiros largaram suas armas e fugiram para as montanhas. Os camponeses, ao olharem para suas terras arduamente plantadas, suas mulheres e flhos, seus amigos, a taverna, sentiam que todo seu sentido existencial estava em risco. Tomando as armas do chão, prepararam-se para a luta. Fica a pergunta: quem eram os verdadeiros guerreiros, os que se diziam como tal ou os que lutaram? Escrito por lu às 19h40 [ ] [ envie esta mensagem ] o trabalho e os dias Olá, volto eu a publicar estes desvarios loucos e mal escritos depois de muito tempo sem escrever. Peço desculpa por todos os outros que escrevi, cheios de erros gramaticais, sintáticos e morais. Mas que seja, são todos produtos desta cabecinha vã, cheia de problemas vãos. Um dia desses tive uma idéia. Idéia não, mas praticamente uma descoberta! Descobri o meu mal!! O maior de todos os problemas( tumtumtumtum - que rufem os tambores)!!! Aquele que só é resolvido se eu parasse de pensar -- os problemas metafísicos!!!! Como não pretendo (nem conseguiria) parar de pensar, meus problemas não tem solução. Grande descoberta!, se bem que não fui bem eu, na realidade, o primeiro a encontrá-la. Houve um escritor espanhol, o tal de Cervantes, sem bem que dá ora considerar um descoberta quase simultânea, só com 500 anos de diferença. Apesar de não conseguir parar de pensar, há ainda um jeito de solucionar meus problemas: o trabalho. Coisa muito bem percebida pelo Cândido, do Voltaire, e por todas as pessoas que conhecem os bons frutos dessa palavra, i. é, a grande maioria das pessoas. Toda forma de trabalho faz bem pra noção de realidade da pessoa. Penso em alguém que não trabalha - cabeça vazia, oficina do diabo. Se bem que se for pensar em todo tipo de trabalho como bom, vou tá falando m... Existe só um tipo de trabalho humanamente bom, não aquele trabalho alienado de secretárias ou empacotadores do Zaffari, mas o trabalho em termos marxistas, ou seja, trabalho como transformação da natureza ou da sociedade, onde o homem humaniza o mundo e é, dialeticamente, naturalizado. Trabalho em que o homem se auto-realiza. Este tipo de trabalho salva e dignifica o homem. Pena ser objeto raro na nossa bem-dita sociedade. Maldita pulverização da sociedade, a atomização do indivíduo - o individualismo-, que nos permite, no máximo, suspirar sozinhos frente a esta doença do mundo moderno. MAS, veja que coisa absurda estava pensando a estes tempos (o que não tem nada de anorma na real), e ainda assim muito lógica. Se a história humana não tivesse seguido o rumo que tomou, se a nossa realidade não fosse isso que hoje é, nós, homens hoje existentes, simplesmente não existiriamos. Seriam outros homens, filhos de seu próprio mundo perfeito. Nós, os existentes, somos filhos do caos, do trabalho alienado, das guerras, do genocídio, do escravismo. Mas será que isso é motivo pra deixar tudo por estar e fingir uma chance de ordem, seja no outro mundo ou mesmo num futuro distante, onde finalmete nascerão os filhos da paz?. Pois é, pois é, pois é! Se bem que eu continuo aqui, acomodado - e atomizado! Escrito por lu às 16h50 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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